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Dicas para Escritores: Estereótipos que ninguém aguenta mais


Bom dia, pessoal!

A ideia do post de hoje veio, confesso, de uma baita indignação que sinto todas as vezes que leio um livro que me parece basicamente uma xérox de outro. O elenco de personagens, as situações, os diálogos... tudo se assemelha demais a outras obras do mesmo gênero.

Eu não estou falando de clichês. Por mais repetitivos que eles possam ser, se bem trabalhados, eles dão um quentinho no coração e agradam. Estou falando de detalhes que cansam demais.

A gente sabe que muitas dessas coisas acontecem na vida real, e você pode até colocar uma ou ou outra em uma história sua, mas não sair usando em todas, não repita estereótipos, porque vai parecer que você não é muito criativo.

Vamos a eles?

1- A piriguete (ou AS piriguetes) que querem roubar o herói da mocinha

Além de ser uma total falta de sororidade, porque todos ao redor sempre têm a tendência a chamar tal personagem de vadia, fica repetitivo e cansativo. Ex-namorada, secretária, melhor amiga... elas sempre são víboras doidas para dar o bote.

Ah, e deste quesito eu já vou acrescentar mais um. O mocinho é sempre O desejado por todas. Quando ele entra em um restaurante, todas as mulheres olham para ele como se quisessem comê-lo vivo. É muito entediante.

2- A falta de autoestima das mocinhas

Elas sempre se acham feias, desengonçadas... Sempre acham que um homem maravilhoso daqueles deve ser louco por escolhê-las, quando teria mil outras opções no mercado. No final das contas, a mocinha é, na verdade, uma Paolla Oliveira da vida de tão linda, mas não sabe disso (especialmente quando o autor usa avatares para ilustrar suas escolhas).

Todas nós, mulheres, temos nossos momentos de nos acharmos feias e de nos diminuirmos, mas tem personagens que fazem isso o tempo todo. Sério. Não é legal, principalmente para as leitoras. Se aquela moça linda, que é descrita com cabelos ruivos e olhos azuis, pele perfeita, não se acha linda, como a leitora vai se identificar?

3- O bom e o mau

Ninguém é 100% bom ou 100% mau. Vilões precisam de motivações, precisam de camadas que os deixem mais interessantes. Não permita que seu antagonista seja aquele que quer conquistar o mundo e só fazer maldades. Ou aquele que simplesmente quer roubar a mocinha do mocinho e faz trocentas maldades para isso. Vilões de novelas mexicanas precisam ficar nas novelas mexicanas.

Construa vilões carismáticos, que tenham seu lado bondoso, que gostem verdadeiramente de alguém. Não os deixe completamente egoístas, trate-os com o mesmo carinho que trataria seus personagens.

Além disso, não faça de seu mocinho aquele pamonha bondoso sem um único defeito. Os seres humanos são complexos, não têm apenas uma característica que os definem.

4- A mocinha submissa e sofredora

Estamos em pleno século XXI, onde a mulher é dona de si mesma, independente e empoderada. Chega de mocinhas que se entregam de corpo e alma e esquecem de si mesmas, dos amigos, submetendo-se a relacionamentos que não as valorizam. Além disso, chega também de colocar a mocinha para ser a traída, a subjugada, o objeto de vingança do homem, a mártir. Aquela que aceita ser controlada de todas as formas pelo homem rico e poderoso; aquela que salva o mocinho quebrado, mas que vive maltratando-a. Chega, principalmente, de relacionamentos abusivos em livros, gente! Não é legal ver cenas de estupro sendo romantizadas. Isso precisa acabar!

5- Instalove

O que é o instalove? É aquele amor desmedido que começa no momento em que os protagonistas se olham pela primeira vez. Aquela desculpa de que o destino quis assim não cola mais. Atração física é uma coisa. Super normal um homem bonito ver uma mulher bonita e se interessar por ela. Ok. Mas achar que é a mulher da vida... tem uma grande chance de dar errado.

Romances em livros têm que ser bem construídos, têm que acontecer normalmente. Os personagens precisam ter algo que atraia este parceiro não apenas pela aparência, mas algo que faça girar a chavinha do: Opa, esta aqui é diferente. Construa relacionamentos críveis, para que seus leitores torçam pelo seu casal.

Espero que as dicas sejam úteis e que te ajudem a compor o seu livro!

Até a próxima!

BIA CARVALHO tem 31 anos, é carioca e autora da Trilogia das Cartas, cujos direitos foram adquiridos para publicação na Argentina, pela Ed. DeCiutiis, e do BestSeller da Amazon, Horas Noturnas. Em 2016, seu conto Ao Anoitecer foi publicado na antologia O Livro Delas, pela Editora Rocco, oriunda do projeto LitGirls Br.

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