• Bia Carvalho

RIP, Museu Nacional

Ontem fomos bombardeados com uma notícia que abalou todo o país e, consequentemente, toda a comunidade literária. Amigos de letras, em sua grande maioria, manifestaram-se em mídias sociais demonstrando pesar pela tragédia do incêndio do Museu Nacional.


Por mais que este seja um espaço onde sempre falaremos de coisas positivas, não há como não dissertar sobre o ocorrido, tentando prestar uma homenagem a este antro de história, cultura e preciosidades que, infelizmente, não mais nos pertence.


Imagem: Jornal do Brasil

Criado por Dom João VI e aberto ao público em 12 de Outubro de 1922, o Museu Nacional abrigava, até ontem, mais de 200 anos de história. Localizado na lindíssima Quinta da Boa Vista, ele contava com mais de 20 milhões de itens de valor inestimável, possuindo em seu acervo uma coleção egípcia de Dom Pedro I, uma coleção de paleontologia, além de artefatos greco-romanos da imperatriz Teresa Cristina. Contava também com o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizado de "Luzia", com cerca de 11.000 anos; um diário da Imperatriz Leopoldina; um trono do Reino de Daomé, dado ao Príncipe Regente D. João VI, em 1811; o maior e mais importante acervo indígena e uma das bibliotecas de antropologia mais ricas do país. E isso é só o começo. Havia muito mais lá dentro e que foi consumido pelas chamas.


O Museu Nacional possuía 9.000m² de área aberta ao público, repletas de galerias de exposições de longa duração e temporárias, além da Biblioteca especializada em História do Brasil, História da Arte, Museologia e Moda, do Arquivo Histórico, com importantes documentos manuscritos, aquarelas, ilustrações e fotografias. O Museu Histórico foi a primeira instituição científica de história do país.


O Arquivo Histórico do Museu Nacional era formado por coleções com cerca de 55.600 documentos iconográficos e manuscritos, importantes para a história do Brasil.


Ainda não foi revelada a extensão dos danos causados, mas estima-se que toda a área de exposição do museu foi atingida. De acordo com uma reportagem feita pelo G1 na madrugada de hoje, uma parte do acervo encontra-se em Petrópolis e foi preservada, porém, ainda não há mais informações sobre isso e, de qualquer forma, não minimiza a tristeza pelas perdas da noite passada.


Estamos todos de luto por esta tragédia. Séculos de cultura e história desaparecendo em tão poucas horas. O que vai restar do Brasil?

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