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Leia o Prólogo de Entrevistando o Demônio

Gosta de um suspense bem sombrio?

Que tal conhecer ENTREVISTANDO O DEMÔNIO, de Tony Ferraz? Dá uma lidinha neste prólogo e tente se conter para ler todo o resto...

Três tiros saíram da arma, atingindo Krieg nas costas, de uma só vez, ele tombou para frente, deslizando no ar, até chegar ao chão. Caiu devagar, com as mãos esticadas na direção da saída. Antes de atingir o solo, ainda um quarto tiro foi contra a sua cabeça. O sangue se espalhou por todo o galpão, criando uma poça ao redor do corpo, que se contorceu por alguns segundos, até, por fim, parar. O estrondo ainda ecoou por muito tempo pelas paredes do lugar e pelo coração do homem. O detetive olhou para suas mãos, a pistola ainda estava quente. Ele havia matado. Nebro estava morto. Tudo ficou claro assim que olhou para o cadáver. Qualquer outra pessoa entenderia que estava acabado, mas ele não. Só agora as palavras de Nebro faziam sentido, então ele sentiu medo de si mesmo. O detetive aproximou-se devagar, mal podia andar. O artista estava jogado de bruços e o sangue escorria ininterrupto. Ele parou agachado ao lado do corpo e o virou. O demônio sorria, sorria de uma forma macabra, diabólica. Não respirava mais. Tinha sido muito rápido, ele havia gritado, pedido que ele parasse. As mãos de Haryel estavam sujas, imundas no vermelho que escoava. Ele olhava para o corpo e sentia náuseas. Os agentes de Adam Johnson entraram de uma só vez, traziam homens das forças especiais, também armados. Johnson estava acompanhado do guarda que Kitten encontrara no prédio de Samuel Watson. Todos correram na direção do detetive. A cena que se apresentou era a de Haryel agachado, em meio ao galpão vazio, segurando uma pistola e pegando uma espécie de rolo. Ele estava sangrando. Johnson e os policiais pararam atrás do detetive, estava como que em êxtase, abrindo a tela devagar. No quadro a tela que se mostrava aos poucos revelava um céu de nuvens escuras, tão negras quanto fumaça. Voando contra ela, em meio aos ventos, havia sete anjos. Cada um deles com o rosto de um dos mortos pelo Artífice. No centro, a face da figura já estava pintada, era o rosto de Nebro Krieg. O detetive passou os olhos devagar por toda a pintura, trêmulo. Em baixo, no canto direito, havia uma mancha de tinta vermelha, como algo escrito, uma assinatura. Ele desceu os olhos lentamente, hesitando, com medo do que encontraria, e a leu. Dizia:


“HARYEL”.

Os agentes cercaram Haryel, fazendo um círculo à sua volta. Ele não disse uma palavra. Os policiais perceberam que estava ferido, tinha atirado em si mesmo. — Chamem uma ambulância! — gritou Adam Johnson, ao passo que arregalava os olhos e levantava os braços, virando bruscamente a cabeça em direção aos seus homens. Alguns deles saíram correndo, partindo para tomar providências. Nesse momento, Haryel abriu um sorriso lento. Olhou para o chão vazio, para a poça de seu sangue que se formava, e começou a rir, de início discretamente, aumentando em volume até que gargalhou, e seu gargalhar crescia de tal maneira que logo se tornou como gritos altos, loucos, incessantes, assustadores.

Um galpão vazio, que nunca estivera cheio, e sua silhueta espelhada em seu sangue. Em verdade, ele matara um reflexo. E entendeu que, por mais que houvesse combatido a duras provas para destruir o demônio que existia dentro de si mesmo, com um tiro o que aniquilara de fato fora sua própria personalidade.


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