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Prólogo de Três Heróis do Décimo Mundo, de J.F. Oliveira

Curte Fantasia? Então se liga no prólogo deste livro incrível!


Por um bom tempo, Luke ficara apagado. Ao acordar, percebeu que foi preso em um caixote sem qualquer entrada de luz. Sua cabeça doía, não pelo balanço que o jogava de um lado para outro naquele pequeno espaço, mas porque o nocautearam. Mal conseguia enxergar suas mãos, tanto que apenas soube que estavam amarradas porque não conseguia movê-las. Estava sozinho ali, e isso o assustava. Ele não possuía medo do escuro, lugares apertados, monstros, fantasmas, machucar-se ou até mesmo morrer. Isso porque Luke havia perdido sua memória dias atrás, o que o apavorou. Não por esquecer seu nome, sua aparência, onde estava ou quem ele era. Não. O que no fundo fez com que sentisse um vazio obscuro e gélido foi a solidão. Não recordar-se de ninguém. Estar só, no único lugar onde nunca imaginaria estar, na sua própria mente. O sacudir da caixa parou. Ele podia ouvir vozes vindas do lado de fora. Uma delas chamou alguém por General Arcanjo. Cavalos relinchavam, e o som de portões se abrindo tomou seus ouvidos. O silêncio da floresta com que Luke havia se acostumado mudou para vozes de várias pessoas, barulho de animais e ruídos metálicos. O cheiro também mudou, não era mais puro como antes ou fresco, mas carregado com um odor ruim, cheirando a sujeira.

O garoto sentia as presenças cheias de emoções fortes por todos os lados. Eles o movimentaram por vários metros. Dois soldados humanos abriram uma porta às costas dele, o que fez a luz do sol entrar rapidamente e

embaçar sua visão. Luke estava em uma cidade. Tinha dificuldade de enxergar devido à mudança rápida de claridade, não conseguindo distinguir as edificações. Exceto, claro, a mais imponente de todas. Um castelo em formato de uma única torre de pedra com aproximadamente 250 metros de altura. Possuía cerca de 50 andares. Três correntes, grossas como um cavalo, pendiam das paredes e fixavam-se no chão com estacas maiores que uma pessoa. Um penhasco cercava a torre, tão fundo quanto ela era alta. Uma correnteza forte, proveniente de quatro cachoeiras corria em seu interior. Apenas uma ponte dava acesso àquela ilhota. Luke foi escoltado por seis guardas até aquele edifício magnífico. Teve um vislumbre de outra edificação, logo atrás da torre, mas sua visão ainda estava sensível à luz para saber do que se tratava. Quando se deu conta, já estava nos salões do castelo de Rorekr. Não se lembrava de como foi parar dentro daquele caixote nem quanto tempo esteve lá. Percebendo que mais uma parte da sua memória faltava, o garoto entrou em desespero.

Não poderia esquecer seus novos companheiros como esquecera os antigos. Para ele, ficar sozinho novamente seria insuportável. Tentou com todas as forças repassar suas lembranças. Imaginou que seria fácil, pois não tinha mais que uma semana de memórias.

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