• Luciane Rangel

#MyGameMyName

Videogame é coisa de menino, certo?


Hm... Não é exatamente assim. Você sabia que pesquisas internacionais revelaram, durante os últimos três anos, que o público feminino já corresponde à metade dos gamers? E no Brasil esse percentual é ainda maior. Uma pesquisa realizada pela agência interativa Sioux divulgada em 2017 constatou que 56,6% dos jogadores no país são do sexo feminino.


Mas a vida de uma garota gamer, especialmente no universo dos jogos online, não é nada fácil. Além de terem que encarar comentários machistas, desde mandando “voltar para a cozinha” ou “lavar a louça” até o clássico “tinha que ser mulher”, elas também são constantemente vítimas de assédio, tanto sexual quanto moral. Para evitar tal desgaste, não são poucas as que tomam a decisão de alterar o nome no jogo, passando a assumir uma identidade masculina.





Foi por isso que a ong americana Wonder Women Tech (WWT), em parceria com a Women Up Games e a Boot Kamp, lançou a campanha #MyGameMyName como um incentivo para que as jogadoras parem de se esconder. A proposta é, com isso, fazer com que os homens reconheçam a presença feminina e mudem essa mentalidade de que videogame não é coisa para mulher (afinal, mal sabem eles que estão jogando com mulheres o tempo inteiro, a maioria delas escondidas sob nomes e avatares masculinos).


Para esta campanha, a WWT convidou youtubers gamers do mundo todo para testarem na pele: eles jogaram online usando um nome feminino e registraram o assédio sofrido. Os vídeos podem ser conferidos na página oficial da campanha, mas já adianto que as experiências não foram nada agradáveis para eles. Vários brasileiros participaram do experimento, dentre eles Fe Batista, Patriota, Mudinho, Daniel Marcon e Cavaco.





O #mygamemyname veio não apenas para expor um problema já antigo e como uma campanha de conscientização acerca dos abusos sofridos pelas jogadoras, mas também como um incentivo para que elas resgatem e usem aquilo que lhes é mais essencial: seu próprio nome, sua identidade, o direito de fazer o que gosta e de ser quem é, sem precisar se esconder sob um nome masculino para obter algo que deveria ser básico a qualquer ser humano: o respeito.





Você pode conferir mais detalhes na página oficial da campanha: http://www.mygamemyname.com/pt




Compartilhe o vídeo em suas redes sociais e ajude a divulgar esse movimento


Luciane Rangel é escritora, autora dos livros Destinos de Papel e Contando Estrelas, publicados pela Qualis Editora.

Leitora tracinha, dobradora de papel, geek, dorameira, jedi, lufana, além de Sailor nas horas vagas.


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