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Trechinho de Ultrapassando Fronteiras - J.C. Ponzi



"Engulo em seco. Com meus olhos já acostumados à escuridão, a imagem de Melissa vai tomando forma à minha frente, banhada apenas pela imensa lua cheia e por um infinito de estrelas que se estendem pelo céu negro de Darfur. — Como você mesmo disse — ela continua —, eu também vim para cá fugindo da realidade. Fugindo dos problemas, da dor, das dúvidas... E nunca, jamais, poderia imaginar que exatamente aqui iria encontrar alguém como você. Deslizo meu corpo pelo banco, diminuindo o espaço entre nós. — Alguém como eu? — Estou ridiculamente nervoso. Melissa também está ansiosa. Meu coração acelera, e me sinto como um adolescente que conversa com sua paixão platônica, rezando intimamente para que forças divinas lhe concedam uma chance. — Sim... Alguém como você. Eu me sinto exatamente da mesma forma, Chris. Você trouxe à minha vida uma esperança que nunca imaginei sentir novamente. Mesmo aqui, rodeada por esse caos generalizado... eu olho para você e me sinto bem. Em paz. É como se você fosse o sol num dia nublado, entende? Eu... Não preciso ouvir mais nada. Meus lábios tomam os dela sem pedirem licença, interrompendo o que ela estava dizendo. Mas eu não me importo: já dissemos tudo o que era necessário. Nós somos a esperança um do outro. Nossas almas se entendem de uma maneira forte e inexplicável, e esse magnetismo não é sentido apenas por mim. Puxo o corpo delicado de Melissa para perto do meu. Suas pernas, que estavam cruzadas sobre o banco, enlaçam minha cintura, envolvendo-me em um abraço reconfortante e caloroso. Percorro toda a extensão da sua boca, matando a saudade do tempo em que estive longe. Ela morde meu lábio inferior, e um gemido rouco escapa da minha garganta. — Mel, você... eu... — Sussurro entre os lábios dela, minhas palavras ecoando dentro da sua boca ligeiramente aberta, convidativa. Melissa assente fervorosamente com a cabeça, como se entendesse o que eu digo, mesmo com as palavras sem sentido que acabo de pronunciar, com minha frase inacabada. Seus dedos gentis agarram meus cabelos, puxam meu rosto para junto dela, e sua língua volta a me invadir. As mãos descem pelo meu rosto, pelo meu pescoço, e param na gola da minha blusa, segurando-a com força. — Chris... É a minha vez de assentir, sem me separar dos lábios dela. É magnífico ouvir meu nome saindo de sua boca num gemido ansioso. Fico grato por saber que ela deseja a mesma coisa que eu. Fico de pé num impulso e trago Melissa comigo, ainda agarrada à minha cintura. As mãos soltam minha gola e seus braços envolvem meu pescoço, nossos narizes se tocando, os olhos ansiosos encarando os meus. — Por que parece tão... certo? — Ela tem a expressão de alguém que tenta desvendar uma difícil equação matemática. — Porque é o certo. Porque é assim que deve ser. Ela concorda. A língua umedece os lábios, e um vinco se forma entre seus olhos. — É assim que deve ser — repete, tomando minhas palavras como suas. "


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