• Qualis | Comunicação

Os Beijos da Qualis #1 - Alvorada


Vamos começar mais uma sessão imperdível aqui neste blog... os beijos mais deliciosos, mais épicos, mais calientes desta editora...

Quem não adora um beijo na boca? Quem não espera ansiosamente para que os protagonistas da história finalmente se enlacem e troquem aquele verdadeiro desentupidor de pia, cheio de pegada?

E é por isso que a cada semana, todo sábado, traremos cenas de beijos maravilhosos para vocês suspirarem.

O beijo de hoje é protagonizado por Rodrigo e Cecília, do livro ALVORADA, da autora Bia Carvalho.

Preparem o coração...

— Me responde uma coisa? — perguntei, fazendo-o olhar para mim. — Por que girassóis? — Achei que rosas seriam muito óbvias. E você não é uma garota óbvia. Boa resposta, garotão. Conseguiu me fazer corar. Mas ele parecia ainda ter mais a dizer, pois se aproximou de mim, parecendo constrangido. — Também não queria que você pensasse que era uma cantada ou algo assim... — Ah! — respondi, sentindo-me surpresa pelo meu próprio desapontamento. — Bem... se é assim... Que pena. Precisei de um caminhão de coragem para não reprimir meus sentimentos e voltar a ser quem eu era antes, pelo menos por um breve instante. Queria ser aquela garota outra vez, a Cecília de antes, que dizia o que vinha à cabeça e fazia o que queria. Essa versão de mim mesma, aliás, estava muito atraída por Rodrigo. Joguei a bomba e decidi me afastar, como se estivesse em uma zona de guerra e não quisesse ser atingida. Mas Rodrigo não parecia disposto a se queimar sozinho, por isso, agarrou meu punho outra vez e me puxou para si antes que eu me afastasse ainda mais. Segurou pelos dois braços, e eu quase lhe agradeci, porque estávamos tão próximos que minhas pernas chegaram a bambear. — O que você quis dizer com isso? — Ao invés de olhar em meus olhos, os dele estavam fixos em meus lábios. Permaneci em silêncio. Ele não ia arrancar aquela resposta de mim de maneira nenhuma. Se realmente me quisesse, deveria ser ele a dar o próximo passo. — Fala, Cecília... —sussurrou com aqueles olhos suplicantes novamente. Deus, ele era sexy. — Por favor, não me deixe na dúvida. Eu estava quase cedendo, mas decidi me soltar de suas mãos com calma, quase em câmera lenta. Não tencionava me fazer de difícil, afinal, meu recado fora dado. Se quisera me beijar, tivera sua chance. Teria que encontrar outra para tentar de novo. — Não importa o que eu disse. Acho que temos um jantar para preparar. — Daquela vez eu realmente saí de perto dele e voltei para a cozinha. — Já tem em mente o que pretende cozinhar? — elevei a voz, para que ele pudesse me ouvir do outro cômodo, enquanto abria a geladeira. Por um momento não obtive resposta, mas esperei. Torcia em silêncio para que o motivo do silêncio fosse um leve atordoamento. — An... Er... Bem... Acho que podemos improvisar um macarrão ao sugo, se você tiver os ingredientes — ele disse, coçando a cabeça e encostando-se na parede. Não pude deixar de comemorar ao vê-lo realmente um pouco fora de si. — Claro. — Abri um sorriso, fingindo que nada tinha acontecido, e continuei vasculhando a geladeira. Tirei de lá um tomate, duas cebolas e algumas cabeças de alho, levando-os para a enorme bancada. Comecei minha tarefa normalmente, enquanto Rodrigo permanecia no mesmo lugar, parado. Não queria olhar para ele, para não parecer que o estava vigiando, mas de soslaio consegui perceber que tinha os olhos fixos em mim, muito sério. Dissera a ele, na noite anterior, que não queria me apaixonar de forma alguma e mantinha minha convicção. Sabia que ele era perigoso, que podia facilmente ganhar um pedacinho do meu coração, mas eu realmente desejava que algo acontecesse entre a gente. Precisava ficar com um cara legal e bem quente para sentir meu corpo voltando à vida, para me libertar dos fantasmas que me perseguiam. Acabara de picar o tomate quando o senti se aproximar. Sem dizer nada, tirou a faca da minha mão, jogando-a dentro da pia e me puxou um pouco para o lado, me afastando dos ingredientes. Ainda calado, colocou as mãos na minha cintura e me ergueu do chão com uma baita facilidade, como se eu não pesasse quase nada, e me pôs sentada sobre a bancada, posicionando-se entre minhas pernas. — Não vou deixar você fugir de novo, Cecília — ele sussurrou mais uma vez, e eu poderia ter desmoronado naquele segundo. A cena em si já era sexy por si só, daquelas que você vê em filmes e suspira, sonhando que um dia possa acontecer com você, porém, Rodrigo fazia com que tudo fosse triplicado pela forma como olhava para mim. Só queria que ele me beijasse. Rápido. — Não vou fugir... — também falei bem baixinho, depois de engolir em seco, só para que ele entendesse que não iria resistir mais. Estava ali para ele, para o que quisesse fazer. E ele fez. Primeiro acariciou meu rosto com as duas mãos, enquanto eu fechava os olhos para receber o toque e senti-lo sem a intromissão de outro sentido. Depois, seu dedo polegar, áspero, veio parar em meus lábios, também alisando-os, quase preparando-os. Cada segundo foi uma tortura, e eu só conseguia pensar que ele era bom naquele negócio de sedução. Muito bom. Ainda estava de olhos fechados quando uma de suas mãos foi parar em minhas costas, segurando-me com força. A outra foi posicionada na minha nuca, puxando-me ainda mais de encontro a ele. Quando nossos lábios se encontraram, tive a impressão de que iria explodir. Se ele era bom na arte de seduzir, beijar era, sem dúvidas, sua maior especialidade, porque — meu Deus — eu nem conseguia imaginá-lo sendo melhor em qualquer outra coisa, embora precisasse admitir que estava começando a ficar curiosa e ansiosa por descobrir. Brincava com meus lábios como se não tivesse pressa de nada, como se possuísse todo o tempo do mundo para explorá-los. Contudo, quando sua língua invadiu minha boca, em uma busca desesperada pela minha, um gemido abafado escapou do fundo da minha garganta, pois fui tomada por uma sensação vertiginosa muito bem-vinda. Minhas mãos agarraram seus ombros largos e musculosos como se precisasse disso para me sustentar ali na realidade, para me certificar de que ele estava mesmo ali, que era palpável e não parte de um sonho. Foram alguns minutos desse delicioso contato, até que ele se afastou um pouco, mas ainda mantendo as mãos em mim. — Uau! — ele exclamou com um sorriso. — Devia ter feito isso antes.

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